A História da Maquiagem e Sobre Como Ela se Transformou

Postado por Flávio Coutinho - 23 de abril de 2014 - Maquiagem - Nenhum Comentário

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Havia no Egito antigo uma pasta chamada kohl, obtida do mineral malaquita misturado com carvão e cinzas e ela servia para tanto homens quanto mulheres preencherem as pálpebras e com isso protegerem os olhos, considerados “espelhos da alma” de espíritos malignos. Especialistas consideram essa como sendo não só a origem da sombra, como também da própria maquiagem.  É do kohl que vem o lápis de olho e na Idade Média ele foi deixado de lado pelo fato de a Igreja o considerar uma forma de vaidade. O formato em bastão é uma forma de obter traços mais delineados e o Kohl existe até hoje, só que em versão aprimorada, sendo chamado de kajal, usado por árabes e por indianos. No rosto, o tom vermelho é sinal de boa circulação sanguínea e por consequência, boa saúde. Homens e mulheres reforçavam a cor com amoras e algas marinhas na Grécia antiga e o blush de hoje remete à França do século 18, época em que Alexander Bourjoism, então dono de uma empresa de cosméticos criou um pó à base de beterraba e frutas. O produto recebeu o nome de rouge (que traduzido do francês significa “vermelho).

Make Up Histórico

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Vários povos inventaram formas de corrigir imperfeições na pele ao longo da história, função essa que atualmente é da base. Os romanos de antigamente usavam giz para parecerem mais brancos, até que o médico e filósofo romano Galeno propôs no século 2 um creme à base de água, azeite de oliva e cera de abelha. Já o segredo no Japão do século 17 era uma massa feita de pó de arroz chamada oshiroi.  Foi no século 19 que surgiu a primeira forma de rímel, através de Eugene Rimmel, perfumista francês. O químico T. L. Willian, reinventou o produto em 1917, atendendo a um pedido de sua irmã Maybel, assim acrescentou vaselina e pó de carvão no mesmo. Ele fundou a empresa Maybelline anos depois e a forma de bastão em tudo, que facilitava a aplicação, fez com que o produto se popularizasse.  Uma pasta gordurosa à base de cevada, chifre de veado, salitre e mel era usada como proteção labial na Roma antiga. Há ainda relatos que mostram que os egípcios aplicavam pigmentos extraídos de iodo, algas e bromo manitol, que eram tóxicos.

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Foi no século 17 que a moda de pintar a boca se tornou mais popular e segura, com pomadas coloridas que originariam o batom. Os egípcios também pintavam as unhas com extratos de plantas e dessa forma, podem ser considerados os pioneiros do esmalte, sendo os chineses os autores da primeira mistura química com essa finalidade, isso no século 14. A mesma era feita com clara de ovo, gelatina, goma-arábica e cera de abelha. Pessoas de classe social elevada usavam as cores escuras, enquanto que as de menor poder aquisitivo usavam as cores claras. O uso de produtos de beleza ainda é um tabu entre os indivíduos homens da sociedade ocidental e o uso estético dos tais varia conforme as culturas, já que o kajal é usado por indianos, em festas, e árabes, para proteger os olhos. Como dito anteriormente, os egípcios, tanto homens quanto mulheres, fazia uso do kohl, em nossa cultura tal prática não é comum e tampouco aceita.

A Maquiagem no Século 20

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O dramaturgo Aristófanes registrou uma receita antiga da Atenas do século 5 a.C, uma mistura de tinta vermelha com gordura. No século 20 a maquiagem já passara por um intenso processo de evolução, retratado resumidamente acima, confira agora como era em cada década do século passado:

Década de 30

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Olhos provocantes e sofisticados, com sobrancelhas depiladas por completo e redesenhadas com lápis em um traço fino. As matizes eram exploradas com sombras de pálpebras em pó, que variavam do castanho ao cinza e à noite para o preto. A maquiagem da boca era discreta para evitar o excesso considerado vulgar.

Década de 40

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Nessa década a beleza era considerada um dever nacional. A guerra abalou também o mercado de cosméticos, que tiveram queda devido à falta de matérias-primas. Nessa, graxas para as botas passaram a servir de máscara para os cílios e o carvão como sombra de pálpebras, a graxa para sapato de tintura para as sobrancelhas e o blush líquido era feito a partir de pétalas de rosa embebidas em álcool. Em uma época em que os meios de exprimir feminilidade passaram a se tornar escassos, os cabelos longos se tornaram marco.

Década de 50

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Década de Marilyn Monroe. Nessa época, a maquiagem dos olhos passou a ser importante e trouxe muitas criações e reformulações de produtos. A maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele.

Década de 60

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Época das minissaias, onde a feminilidade transitava entre o comportado e o irreverente.

Década de 70

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 Nessa década a beleza assume um caráter psicológico e moral, sendo a primeira vez em que homens e mulheres tinham a liberdade de escolher sua aparência com base em seu estilo de vida pessoal e não mais respaldados na moda. Os cortes de cabelo e a maquiagem se tornaram meios de expressão de escolha e ninguém era considerado feio, apenas não se conhecia. Pele bronzeada, lábios brilhantes e cabelos livres fizeram essa década ser explosiva.

Década de 80

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A essa altura os códigos de beleza começavam a mudar conforme as estações do ano, a beleza virou competição e as mulheres passaram a cuidar muito do corpo.

Década de 90

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A sociedade em fase de mutação refletiu também no rosto das mulheres cansadas dos agitos da década anterior. Tatuagens e piercings passaram a fazer parte de uma feminilidade “debochada”.

 

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