Sustentabilidade na Arquitetura

Postado por Flávio Coutinho - 12 de fevereiro de 2014 - Imóveis - Nenhum Comentário

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Basicamente, sustentabilidade se resume a equilíbrio no meio ambiente, o que provém de um consumo consciente e implica algumas mudanças na forma de vida de quem permite ser educado por ela. Em meio a uma era onde a humanidade retoma a consciência e sente os impactos resultados de escolhas do passado, a sustentabilidade apresenta alternativas viáveis para um futuro plausível a tempo.

Trazendo tais Conceitos para a Arquitetura

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Os conceitos de “casa sustentável” são de certa forma recentes, eles buscam harmonia entre o resultado final da obra, seu processo de construção e o meio ambiente de modo que tais pilares são atingidos através de medidas simples como a preferência por materiais considerados corretos do ponto de vista ecológico, uso racional e racionado da água e da luz, eficiência energética e claro, preservação ambiental. O arquiteto e diretor da consultoria OTEC (Otimização Energética para Construção), David Douek, que também é credenciado pelo Green Building Council, conselho responsável pela emissão do certificado LEED (Liderança em Energia e Design para o meio ambiente) conta que investimentos na área aumentaram consideravelmente de 2007 para cá.

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“Todo projeto já deveria nascer sustentável”, é o que pensa a bióloga e também arquiteta Martha Nader, da Ecohabitar Arquitetura e Construção. Martha acredita ainda que é importante enxergar o meio ambiente como fator limitante e fazer o mínimo possível de interferência, deixando a natureza trabalhar a favor da arquitetura da casa. Além disso, é necessário levar em conta algumas características sobre o espaço onde a casa será erguida, como:

  • Regimes de chuva e vento
  • Disponibilidade de água no subsolo
  • Orientação solar
  • Vegetação

Um projeto compatível com as necessidades do lugar pode implicar em menos custos e mais satisfação para o morador. Em Manaus, por exemplo, devido às altas temperaturas é importante escolher um projeto que dê ênfase a ventilação nos cômodos e aproveite ao máximo esse recurso. Um pequeno exemplo disso são vidros que se abrem em cima das janelas, pois quando o vento entra por ali, está mais frio que o ar do meio e dessa forma o faz circular pela janela, refrigerando o meio. Já na Serra Gaúcha, optar por isolamento térmico é fundamental.

Se Engana Quem Pensa que Sai Mais Caro

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Além de um projeto imobiliário por vezes sair mais em conta, sua imagem costuma ser diferenciada, o que por consequência gera uma valorização do produto. Há quem não acredite que um projeto sustentável possa ser mais barato, mas tomando o sistema de aquecimento solar como exemplo, ele instalado em boas condições de orientação das placas, é pago em apenas um ano de uso pela economia que gera depois de certo tempo. Há ainda prédios que adotam sistema de reuso da água de chuveiros e lavatórios, essa passa por um leve tratamento e volta para abastecer vasos sanitários, o que gera uma economia de água significativa. Sustentabilidade é economicamente viável e essa é uma condição.

Certificação e Avaliação

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O atestado de boa conduta ambiental e social brasileiro mais difuso é a Certificação LEED do Green Building Council e estão começando a aparecer outros sistemas de certificação. A certificação para empreendimentos sustentáveis AQUA (Alta Qualidade Ambiental) foi lançada em 2008 e adaptada para atender às características ambientais do país.

Alguns Materiais e Produtos Ecológicos

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Economia de Energia e de Água

Luminárias de LED – esse é um aparelho que costuma durar até 15 anos sem manutenção. Não há raio UV em seu raio luminoso, além de ser isento de calor, e por ser tamanho ser mais compacto, proporciona também mais flexibilidade nos projetos. Essa tecnologia que supera a iluminação convencional é capaz de gerar altos percentuais de economia.

Válvula de descarga fluxo duplo – o dispositivo de fluxo duplo faz com que sejam despejados 6 litros para resíduos sólidos e apenas 3 para resíduos líquidos.

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Qualidade Interna do Ar

Tinta natural – ideal para a pintura de paredes internas e externas, o principal componente de revestimento dessa tinta é a terra crua, o que possibilita o uso de recursos do local, economia de combustíveis e de materiais, além é claro de não agredir a saúde dos habitantes.

Cola à base de água – ela é isenta de compostos orgânicos voláteis, um produto não fenólico que não agride a camada de ozônio e garante a boa qualidade interna do ar.

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Tecidos e Fibras Sustentáveis

Biofuton – esse produto é elaborado com enchimento natural de algodão orgânico e látex, revestido com tecidos sustentáveis. Ele dá uma sustentação especial à coluna durante o sono e dessa maneira favorece o fluxo de energia corporal. As matérias-primas usadas na confecção são sustentáveis.

Toalhas com fio de fibra de bambu – fibras de bambu possuem absorção excelente, maciez e conforto. O bambu é altamente renovável, além de ser de fonte natural.

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Madeiras

Bambu – o bambu vem sendo refém de uma boa especulação, já que é visto como o material do futuro. Composto basicamente de fibras vegetais longas, é muito resistente e flexível, podendo ser cultivado até mesmo em solos ruins. Por poder substituir a madeira, pode evitar o corte indevido de árvores, o que é fundamental ao equilíbrio natural.

A madeira de demolição – por reusar uma peça que possivelmente seria descartada e assim dispensar a demanda por uma madeira nova, madeiras de demolição são acolhidas como sustentáveis, além de seres charmosas e nobres.

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Alternativas

Piso tecnocimento – ele serve para revestir piso, sendo aplicado com 2 mm de espessura sobre o substrato, não precisando de juntas de dilatação e nenhuma trinca ou fissura.

Linha Fulget da Braston – essas são placas de cimento que servem para revestimento e unem a rusticidade das granilhas à resistência do concreto. Por mais que tenha cimento na composição, pelo fato de o produto ser produzido em formas que secam naturalmente, é menos impactante, já que dispensa fornos.

 

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