Organização Odebrecht Fundação

Postado por diegojose - 25 de outubro de 2016 - Negócios - Nenhum Comentário

Origem da Odebrecht

Organização Odebrecht

Organização Odebrecht

No ano de 1944 em Salvador, Bahia, o recém formado engenheiro Norberto Odebrecht cria a empresa que dá origem à Organização Odebrecht.
Nasceu de uma ideia simples, que até hoje está na base da filosofia da Organização: identificar, integrar e desenvolver jovens com talento e disposição para o empresariamento.

O DNA da Organização remonta ao ano de 1856, data da chegada de Emil Odebrecht ao Brasil. Seguindo o fluxo da imigração germânica no país, o engenheiro alemão se fixou no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Casado com Bertha Bichels, teve 15 filhos. Um de seus netos, Emílio Odebrecht – pai de Norberto – se enveredaria pelo setor de Construção Civil e comprovaria a veia empreendedora da família Odebrecht.
A construtora Isaac Gondim e Odebrecht Ltda. foi a primeira empresa de Emílio Odebrecht. Em 1923, criaria a Emílio Odebrecht & Cia., responsável por várias edificações no período entre guerras, no Nordeste brasileiro.
Com o início da 2ª Guerra Mundial, os materiais de construção vindos da Europa tornaram-se caros e escassos, deflagrando uma crise no setor. Emílio retirou-se dos negócios e coube a seu filho, Norberto, substituí-lo, em 1941.

Obras da Odebrecht: uma marca diferenciada de qualidade e inovação.

Obras Odebrecht

Obras Odebrecht

Entre os projetos, estavam o Círculo Operário (1946), o Estaleiro Fluvial da Ilha do Fogo (1947), e o cais e a ponte de atracação em Canavieiras (1948). Inovação construtiva, planejamento e produtividade permitiram a conclusão do Edifício Belo Horizonte em sete meses, quando a média na época era de três anos.
A Odebrecht constrói sua primeira usina hidrelétrica. A UHE de Correntina foi implantada na divisa da Bahia com Goiás.
Construção do Teatro Castro Alves, em Salvador. As obras foram realizadas em 11 meses e entregues oficialmente ao Estado em julho de 1958.
construção da Ponte Colombo Salles, em Florianópolis (SC), e a restauração do Teatro Amazonas, em Manaus (AM).
Constrói, no Rio de Janeiro, o edifício-sede da Petrobras, o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Aeroporto Internacional do Galeão e a Usina Termonuclear Angra I.
Em 1963, realiza uma série de obras em Pernambuco: as fábricas da Willys Overland, Coperbo, Alpargatas Confecções e das Tintas Coral do Nordeste.

Com a criação da Odebrecht Perfurações Ltda. Responsável pela perfuração de poços de petróleo, e a aquisição de 1/3 do capital da Companhia Petroquímica Camaçari (CPC), o primeiro investimento no setor petroquímico.

Investimentos em petroquímica com a aquisição de ações da Poliolefinas, PPH e Unipar.

A Odebrecht adquire a construtora José Bento Pedroso & Filhos e inicia sua atuação em Portugal. A nova empresa é batizada de Bento Pedroso Construções.

Na Inglaterra, é adquirida a SLP Engineering, especializada na construção de plataformas de petróleo.

Mudança de Comando na Odebrecht

Norberto e Emilio Odebrecht

Norberto e Emilio Odebrecht

Norberto Odebrecht transfere a presidência da Odebrecht S.A. para seu filho, Emílio Odebrecht, e concentra-se na Presidência do Conselho de Administração.

Construção, em Cingapura, da primeira plataforma semissubmergível: a P-18, para a Petrobras.

Em 1994 a organização Odebrecht completa 50 anos de história com presença em 21 países e 34 mil integrantes.

Em 2014,  completa 70 anos e os Negócios da Organização conquistam novos contratos no Brasil e no exterior: Recuperação de Navegabilidade do Rio Magdalena, na Colômbia, Gasoduto Los Ramones II Norte, no México, e novo trecho da Rodovia Costa Verde, no Peru, pela Odebrecht Engenharia & Construção Internacional; Melhorias da Segurança Energética do País e Desenvolvimento do Gasoduto Sul Peruano, pela Odebrecht Latinvest; e Rota das Fronteiras, no Paraná, e Rota do Oeste, no Mato Grosso, pela Odebrecht TransPort.

2015 – Escândalo da Petrobras

Em junho de 2015, o empresario Marcelo Odebrecht, presidente da organização Odebrecht, foi preso em caráter preventivo durante a 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Erga Omnes”, por crimes envolvendo o esquema de corrupção descoberto na estatal Petrobras na operação lava-jato, presidente de uma das maiores empreiteiras do país foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As investigações comprovam que Odebrecht pagou mais de R$ 113 milhões em propinas para que sua empresa pudesse conquistar contratos com a Petrobras, lógica que repete e é feita por outras companhias envolvidas no esquema. Delatores apontaram Odebrecht não só como um participante, mas como o líder de um cartel que gerenciaria contratos com a estatal.

Ao ser preso, o empresario tinha tanto certeza que iria sair rápido da prisão que nem se licenciou da presidência do grupo, só que em dezembro abriu mão do cargo por pressão de bancos e da família, pois os investidores não gostam de dar credito a empresa cujo o presidente esta preso.

Em março de 2016 foi condenado a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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