Criogenia Humana

Postado por Flávio Coutinho - 31 de outubro de 2014 - Curiosidades - Nenhum Comentário

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Em tese a ideia parte de um bom princípio: você morre e os médicos lhe colocam num tanque de nitrogênio líquido a – 196°C – nessa temperatura o cadáver não apodrece – e dentro de alguns anos, sejam 50 ou 150 deles, assim que os cientistas descobrirem um jeito de combater a doença que causou sua morte, você é descongelado e curado. Apesar da descrição simples que nos leva a crer que a ideia é maravilhosa, existem pormenores que complicam a situação. Os próprios métodos usados para congelar uma pessoa podem causar danos às células que só podem ser reparados por tecnologias que ainda não existem. Tudo isso quem nos conta é Robert Ettinger, físico americano, considerado o grande divulgador da criogenia. O congelamento não funciona com pessoas até o momento porque o líquido que compõem as células vira gelo, aumenta de tamanho e as faz trincar. Esse efeito é evitado com embriões congelados através da aplicação de substâncias químicas que driblam a formação de cristais de gelo, impedindo que as paredes celulares se danifiquem. Em se tratando de seres humanos desenvolvidos o problema é que cada tipo de célula exige uma substância protetora diferente e muitas delas ainda não foram inventadas, essa parte quem conta é Ricardo Baruffi, ginecologista especialista em congelamento de embriões. As únicas duas empresas que assumem a empreitada são a Alcor e a Crynics Institute, ambas são estadunidenses. A primeira cobra o valor de aproximadamente 350 mil reais pelo procedimento ou 146 mil por só a cabeça, enquanto que a segunda cobra aproximadamente 80 mil reais pelo corpo inteiro.

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