Operação Lava Jato

Postado por diegojose - 26 de outubro de 2016 - Política - Nenhum Comentário

Operação Lava Jato

Operaçao Lava Jato

Operaçao Lava Jato

Em março de 2014, a Polícia Federal inicia uma operação com o objetivo de investigar e desarticular um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. A partir da prisão de doleiros e de ex-funcionários da Petrobrás, a Lava Jato revela a existência de uma rede de corrupção ligada à principal estatal brasileira que envolve empreiteiras, partidos políticos e agentes públicos.

Empreiteiras Envolvidas na Lava Jato

De acordo com o Ministério Público Federal, sempre eram as mesmas empresas que venciam as licitações. O cartel dividia as obras, e a empresa vencedora fizesse uma proposta com lucros bastante exagerados. Apesar das provas mostrarem uma relação simbiótica entre as empreiteiras, parte de seus representantes afirma à polícia que era vítima de extorsão.

Operação Lava Jato

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Erton Medeiros Fonseca, presidente da Galvão Engenharia, disse que só aceitou pagar propina depois de ser ameaçado pela quadrilha. Ele disse que, se não concordasse, a empresa poderia ser punida com a suspensão de pagamentos por obras já terminadas. Sergio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior, usou o mesmo argumento para tentar convencer os delegados.

Numa entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comentou a tese dos executivos. “Como a concussão te obriga a fazer um cartel, fraudar uma licitação e ganhar um dinheirão? Está sendo extorquido para ganhar dinheiro? Para ter que botar US$ 100 milhões no bolso?”, questionou.

Christiano Jorge Santos. Explica a diferença entre ser vítima de extorsão (artigo 158 do Código Penal) e ser autor de crime de corrupção ativa (artigo 333).

Segundo ele, ser vitima é o indivíduo ser forçado a fazer algo mediante violência ou grave ameaça e não tem como escapar. afirma o especialista.

Sob essa perspectiva, Christiano Jorge não acredita que as empresas tenham sido “vítimas”. “Qual a grave ameaça sofrida, não contratar?

Em seus depoimentos à Justiça, o ex-diretor Paulo Roberto Costa disse que havia pagamento de propina por parte de fornecedores da estatal, num valor de 3% por contrato, que acabava direcionado a partidos políticos. Supostamente, os recursos iriam para campanhas eleitorais.

Partidos Políticos Ligados a Lava Jato

Mensagens interceptadas pela polícia federal levaram as investigações ao deputado André Vargas, documentos mostraram ainda doações ilegais para deputados e diretórios do PMDB e do PP. Vargas, quando ainda era do PT, foi pressionado a deixar a legenda e renunciou ao cargo de vice-presidente da Casa, onde um processo disciplinar foi aberto contra ele no Conselho de Ética.

Operação Lava Jato

Operação Lava Jato

O deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA), segundo apuração da Policia Federal, deu verba da Câmara para uma empresa que seria seu elo financeiro com o doleiro Alberto Youssef. Os dois trocaram 1.411 mensagens em seis meses. O parlamentar usava o telefone funcional da Câmara para falar com o doleiro, mas também havia um telefone exclusivo para comunicação entre eles, cujos créditos eram pagos por Youssef. varias vezes, Argôlo cobrava remessas de dinheiro para si e para outros.

Em 17 de outubro, Paulo Roberto Costa afirma, em sua delação premiada, que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, morto em março deste ano, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que acabasse com a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás

A participação dos tucanos no caso surgiu nas declarações do empresário Leonardo Meirelles, que disse para Justiça Federal que o doleiro Alberto Youssef operava também para o PSDB. Afirmou que testemunhou conversas do doleiro, por telefone, com um interlocutor, que acha ser Sérgio Guerra. Sérgio Freitas, é ex-executivo do Itaú e apareceu em outro momento como operador do PSDB no esquema, participando da arrecadação para a campanha de Aécio Neves nas eleições.

Os políticos envolvidos por terem foro privilegiado, sejam eles deputados federais, senadores ou até mesmo ministros não deverão ser investigados pelos membros da Justiça, da Polícia Federal, ministério Público Federal.

A medida é vista como uma estratégia do juiz federal Sérgio Moro em deixar que os políticos sejam inquiridos e julgados somente por Cortes superiores, para que a defesa não alegue que ele está lidando de assuntos fora de sua competência e tentem anular o processo.

Lava Jato e Petrobras

Operação Lava Jato

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A operação Lava Jato quase sempre aparece vinculada à Petrobras, lavagem de dinheiro e corrupção não são exclusividade da estatal. Afirma o juiz federal Sergio Moro, responsável pelo caso, tendo como base uma tabela que foi apreendida com Youssef, que cita aproximadamente mais de 750 obras em diversos setores de infraestrutura.

As anotações encontradas mostram uma relação entre várias obras públicas, a entidade contratante, a proposta e o cliente do referido operador que é sempre uma empreiteira. “É perturbadora a apreensão desta tabela nas mãos de Alberto Youssef, sugerindo que o esquema vai muito além da Petrobras”, analisou o juiz em despacho publicado.

Durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, o ex-diretor Paulo Roberto Costa, reafirmou a ideia. “O que acontece na Petrobras acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, ferrovias, nos portos e aeroportos”. Em seguida, afirmou que indicações políticas na petrolífera acontecem desde o governo do ex-presidente José Sarney. Paulo Roberto disse nunca ter conversado em particular com a presidenta Dilma Rousseff ou com o ex-presidente Lula sobre irregularidades.

De acordo com o consultor financeiro, Miguel Daoud, a operação Lava Jato pode ser determinante em vários aspectos. Afirma que o esquema de corrupção na Petrobras foi descoberto no momento em que a economia mundial ainda demonstra sinais de fragilidade e que isso pode repercutir negativamente para o Brasil.

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