Historia da Politica no Brasil

Postado por diegojose - 17 de novembro de 2016 - Política - Nenhum Comentário

História da República Brasileira

Republica do Brasil

Republica do Brasil

Começa em 1889 com a Proclamação da República. A difusão dos ideais republicanos remonta ao período colonial, como durante a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, no final do século XVIII. Apesar dos ideais e das revoltas buscarem a superação da monarquia, apenas no final do século XIX, com o fim do escravismo, as elites agrárias do país aceitaram organizar o Estado brasileiro nos moldes republicanos. 
O fato de a República nascer como uma aceitação das elites e ter sido realizada através da espada do exército brasileiro conformou um caráter autoritário e excludente do Estado Brasileiro, garantindo os privilégios das classes dominantes e a negação de direitos às classes exploradas durante muito tempo. A participação do exército na vida política nacional foi também uma constante da história republicana do país, que pode ser dividida em algumas fases.

 

Golpe de 1891

No dia 25 de fevereiro de 1891, Deodoro foi eleito presidente do Brasil pelo colégio eleitoral, montado por senadores e deputados federais. E ao mesmo tempo, o Marechal Floriano Peixoto é eleito vice-presidente da república, fechando assim o Governo Provisório. 

Os nove meses seguintes, o país passou por uma crise política e econômica que fez Deodoro a se posicionar a favor de alguns, tendo em mente que os demais iriam se colocar contra ele. Tirou do poder as forças que lhe eram contra, e como não tinha o apoio do Congresso Nacional, decidiu fechá-lo.

No dia 3 de novembro de 1891 Deodoro deu um golpe de estado. Com a dissolução do Congresso, lançou um “Manifesto à Nação”, para a população entender as razões do seu ato. Os militares cercaram os prédios do legislativo e prenderam líderes da oposição. A imprensa foi posta sob censura e foi decretado o estado de sítio do país.  Os republicanos que eram São Paulo apoiavam Floriano Peixoto, fazendo com que os militares ficassem divididos, enfraquecendo as forças que apoiavam Deodoro da Fonseca.

No dia 23 de novembro de 1891 ocorreu a primeira revolta da Armada, o Almirante Custódio de Melo ameaçou bombardear o Rio de Janeiro se Deodoro não renunciasse. O Marechal não aguentou a pressão, temendo uma guerra civil, Deodoro renunciou seu cargo em 3 de novembro de 1891, deixando a presidência para o seu vice, Floriano Peixoto, assumir. Assim que assumiu o poder, Floriano Peixoto restabeleceu o Congresso Nacional e suspendeu o estado de sítio no país.

 

Guerra dos Canudos

No final do século XIX a situação do Nordeste brasileiro era muito precária, seca, violência, miséria, fome e abandono político afetavam todos os nordestinos. Essa situação, junto com o fanatismo religioso, desenfreou um gigantesco problema social. Em novembro de 1896, o sertão da Bahia estava em conflito civil, que durou por quase um ano, até 05 de outubro de 1897. O governo da Bahia solicitou apoio da República para tentar controlar este movimento feito por fanáticos.

 

Revolta tenentista

Em 1920 surgiu no Brasil um movimento chamado Tenentismo, formado por militares de média e baixa patente. Questionavam o sistema vigente no país, mesmo sem ter uma causa ideológica específica, propunham mudanças no sistema eleitoral e na educação pública da República. 

Os militares defendiam a dinamização da estrutura do poder no país, desejando processo eleitoral que fosse mais democrático e permitisse a entrada de outros grupos ao poder, os militares questionavam o voto de cabresto, eram favoráveis ao direito da mulher ao voto.

 

Revolução de 1930

A Revolução de 1930 foi um movimento liderado pelos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, não satisfeitos com o resultado das eleições presidenciais que resultou em um golpe de Estado. O Golpe derrubou o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e colocou fim à República Velha. 

Em 1929, os lideres de São Paulo acabaram com a aliança com os mineiros, conhecida como “política do café-com-leite”, e recomendaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. No entanto, o Presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada apoiou o gaúcho Getúlio Vargas.
Em março de 1930, eram realizadas as eleições para presidente da República, eleição esta que deu a vitória ao candidato governista, o presidente do estado de São Paulo Júlio Prestes. Mas Prestes não tomou posse, em razão do golpe de estado feito em 3 de outubro de 1930, e foi exilado.
Getúlio Vargas assumiu a chefia do “Governo Provisório” no dia 3 de novembro de 1930, data que marca o fim da República Velha e da início a primeira forma de legislação social e de desenvolvimento industrial.

 

Revolução de 1964

No dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi feito contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do povo e dos grupos que os apoiavam foi incrível. João Goulart, atrás de segurança, saiu no dia 1 de abril do Rio, indo para Brasília, e depois para Porto Alegre, onde Leonel Brizola planejava organizar a resistência, a exemplo do que ocorrera em 1961. mesmo apos a insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e foi para o exílio no Uruguai, de onde só voltaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

A morte de Tancredo

Em 15 de janeiro de 1985, o mineiro Tancredo Neves havia sido eleito, em eleição indireta pelo Congresso Nacional, no dia 21 de abril do mesmo ano morria Tancredo. O primeiro civil presidente da República após a ditadura militar, porém morreu antes de tomar posse. Quem assumiu foi seu vice, José Sarney.

Impeachment de Collor

Presidente Fernando Collor de Melo, acusado por crimes de corrupção e esquemas ilegais em seu governo. E isso alavancou a sociedade para se organizar e protestar contra o governo Collor, as pessoas se organizavam num gigantesco protesto pedindo o impeachment de Fernando Collor, os cidadães saiam nas ruas com as caras pintadas de verde e amarelo para ajudar na campanha “Fora Collor” em 1992.

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