Crise Politica Brasileira

Postado por diegojose - 31 de outubro de 2016 - Política - Nenhum Comentário

Crise Politica Brasileira

Crise na Politica

Crise na Politica

A crise política brasileira vai além da luta entre políticos e juízes ou de mais um escândalo de corrupção. Nos últimos meses, dois conjuntos de manifestantes saíram para as ruas em todo canto do pais. de um lado, os que apoiam o governo Dilma, do outro lado, a oposição e a repulsa contra a presidenta Dilma e contra o PT. o executivo precisa urgentemente se movimentar para refazer suas relações com os outros dois poderes da republica e para retomar o dialogo com a sociedade, apresentando novas demandas, expectativas  e desejos expressos pelos atores sociais.

A violência, que já fazia parte do cotidiano dos brasileiros, agora também se transferiu para a política. Se nas ruas as agressões físicas e os atentados ao patrimônio se converteram em rotina, nas redes sociais sobressaem a difamação, a adulteração de textos e imagens e a desqualificação, por mera divergência de opiniões, de virtudes intelectuais. O debate político em torno do afastamento ou não da Presidente da República.

A Economia é refém da política

Crise na Politica

Crise na Politica

A economista Italiana Teresa Ter-Minassian ficou 37 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI). Presenciou crises econômicas pelo mundo afora, incluindo no Brasil. Teresa afirma que nada do que viu ao longo de sua carreira se compara a crise brasileira atual.

“Não há dúvida de que a grande diferença dessa crise econômica no Brasil, em relação a outras, é a situação política. O governo perdeu o controle da base aliada. O PT tem um discurso. O PMDB, outro. O ministro da Fazenda diz que o País precisa de reformas, como a da Previdência, mas o ministro da Previdência questiona a importância das mesmas medidas. Não se sabe nem qual é o futuro da
presidente. Tudo isso não ajuda a economia. E ainda há o impacto da Lava Jato, uma grande discussão a respeito da corrupção, sobre a indústria da construção, sobre a Petrobrás e toda a sua cadeia de fornecedores, que tem um peso importante para o País.

O resultado de tudo isso é que a incerteza política se espalha. Compromete os ânimo dos investidores. Também recai sobre os consumidores o aumento do desemprego, que tem impacto sobre a renda. As pessoas se retraem. Na minha opinião, para uma retomada econômica que gradual e sustentável, é fundamental reduzir a incerteza política. Por falta de apoio, o governo não conseguiu passar nem a CPMF. É impossível fazer um ajuste fiscal significativo nesta situação. Não se faz reformas sem apoio político. Não consigo ver saída para a crise na economia sem a solução da crise política”. Palavras da economista Italiana Teresa Ter-Minassian.

Consequências para o Povo

Crise na Politica Brasileira

Crise na Politica Brasileira

As turbulências, politica e econômica, o brasileiro vê pela primeira vez, representantes da elite e políticos sendo presos e condenados por crimes de corrupção. Pelas turbulências politicas e denuncias de corrupção de lideres políticos, e do próprio presidente da câmara dos deputados, o desemprego no pais chega a 11,2% e mostra a dificuldade no plano econômico. diante desta crise, qual a saída para o povo e para o pais?

Um quadro de crise das instituições políticas e de profunda crise econômica gera muita insegurança, comentou o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, Paulo Baía. Para o cientista social, o brasileiro quer interferir na vida política, “A população quer participar mais da política, quer a radicalização da democracia. Essa sinalização é muito clara. Percebo que há uma vontade de uma democracia diferente desta, que é restrita. Os brasileiros não mais acreditam nesse sistema político-eleitoral”, afirmou.

Futuro da Política Brasileira

Pensar no futuro é muito difícil imaginar cenários para a crise brasileira, em virtude do caráter imprevisível da Operação Lava-Jato, das decisões judiciais no âmbito do julgamento das contas eleitorais, e dos recursos contra os processos de afastamento da Presidente.

Pode-se imaginar dois cenários possíveis: agonia prolongada ou a transição dolorosa.

Se por acaso não ocorrer o afastamento da Presidenta no curto prazo, teremos uma agonia prolongada. A crise econômica não cedera, podendo até aumentar. Manifestantes hostis continuarão as fortes manifestações contra o governo.

Caso o Vice-Presidente assuma a presidência do pais, haverá uma transição dolorosa. Sindicatos e movimentos autodenominados sociais, financiados com dinheiro do imposto sindical e subsídios governamentais, vão usar todos os recursos para infernizar a vida dos novos governantes.

Um alento inicial, que decorreria do restabelecimento de expectativas no mercado, pode ser seguido de uma frustração dos que demandam mudanças rápidas, que são inviáveis no curto prazo. A superação da crise vai requerer talento, habilidade negocial e transparência. E, sobretudo, respeito à lei e às decisões judiciais.

 

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