A Queda do Brasil no Ranking de Liberdade de Imprensa; Saiba os Detalhes

Postado por Flávio Coutinho - 4 de dezembro de 2012 - Curiosidades, Política - Nenhum Comentário
Sem Liberdade de Expressão

Sem Liberdade de Expressão

Um dos direitos mais quistos em todo o mundo é a liberdade de expressão e de imprensa. Ainda há muitos países que proíbem seus nativos de se manifestarem da maneira que acharem viável em relação ao governo, e quando isto acontece, geralmente há represálias. De maneira geral, o capitalismo influencia diretamente nessa questão – com a liberdade de comércio vem também a popularização dos meios de comunicação. O Brasil, capitalista, é livre. No entanto, há ainda outros fatores que contribuem para a intensidade dessa liberdade, tais como corrupção, violência, desenvolvimento. E quanto a isso, o país sofre com constantes atos repreensores. Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil segue em queda livre no ranking que enumera as nações cujos repórteres são livres para trabalhar. Entenda o contexto neste artigo.

Do que se trata

Liberdade de Trabalho

Liberdade de Trabalho

Repórteres Sem Fronteiras é uma ONG que se formou na França com a intenção de pesquisar dados sobre a liberdade de trabalho que a imprensa encontra em mais de 170 nações ao redor do mundo. Já está em vigor há 10 anos e vem contribuindo muito para a sociedade, pois através de seus rankings e informações, os países e pessoas em geral podem saber como andam suas respectivas democracias, ou ditaduras, se for o caso. Um dos lemas seguidos pela organização é o seguinte: “Repórteres sem Fronteiras defende os jornalistas aprisionados e a liberdade de imprensa no mundo, isto é o direito de informar e ser informado, de acordo com o artigo 19 da Declaração universal dos direitos do Homem.” O primeiro país da lista é onde não há quaisquer restrições ao trabalho da imprensa. No último do ranking, o repórter que ousar noticiar alguma informação que não seja do consentimento do governo é morto.

Fatos brasileiros

Bope

Bope

Segundo o ranking mais atual da organização, o Brasil está na colocação 99°. Caiu 41 posições da edição passada (2010) para essa (2011 – 2012). A lista engloba uma série de fatores, e entre eles, há casos de morte de jornalistas, como aconteceu com Gelson Domingos da Silva, 46 anos, baleado no Rio de Janeiro enquanto cobria uma ação do BOPE na Favela de Antares. São casos como esse, confirmados, e também outras mortes de donos de emissoras, rádios, locutores e outros profissionais do ramo que a Repórteres Sem Fronteiras analisa para formar a lista que coloca o Brasil na segunda queda mais acentuada da América Latina. Só o Chile foi pior na transição de 2010 ao início de 2012, que perdeu 47 colocações, mais ainda assim está à frente do Brasil: ocupa hoje a 83° colocação.

Dados ainda mais alarmantes

Jornalistas

Jornalistas

Não é somente a entidade francesa que acompanha esses ocorridos. Há uma série de organizações responsáveis por mostrar a gravidade da situação jornalística ao redor do mundo, e em dados mais recentes, a realidade é ainda mais alarmante. Segundo a ONG Press Emblem Campaign (PEC), 110 jornalistas foram mortos em todo o mundo nos seis primeiros meses deste ano. A organização suíça também fez uma lista. Essa conta com os 21 piores países para se trabalhar como repórter. O Brasil é o quarto. É também o primeiro da América Latina, com seis mortes. Segundo o jornal Carta Capital, “na relação dos mais violentos estão a Síria, que registrou 21 mortes em mais de um ano de crise; o México, que identificou oito e vive um combate entre o governo e os cartéis de drogas e armas; a Somália, que vive uma guerra civil e registrou seis mortos;

Carta Capital

Carta Capital

o Paquistão, que registrou seis mortos; o Brasil, também com seis e Honduras, com quatro.” No entanto, a situação se agrava à medida que as informações vão se atualizando. A mais recente delas, uma nota da Repórteres Sem Fronteiras (30/10), aponta que dez jornalistas foram mortos no Brasil só no ano de 2012. A organização destacou para essa nota o assassinato de Edmilson de Souza, em Itabaiana (SE), locutor de uma emissora de rádio. No entanto, ainda não há confirmação sobre as possíveis ligações entre a profissão do rapaz e sua morte.

Eleições conturbadas

 

Mulheres contra a Ditadura

Mulheres contra a Ditadura

Se as listas feitas pelas organizações não contassem países em guerra e os de regime de ditadura, o Brasil seria o segundo território mais perigoso em todo o mundo, atrás apenas do México. Ambos têm a democracia consolidada, mas pecam no cumprimento de suas leis. O mal andamento das normas vigentes reflete nas eleições que foram vistas no mês passado (outubro), onde vários repórteres foram agredidos quando tentavam cobrir a votação de políticos condenados pela justiça no caso do mensalão, como por exemplo, José Dirceu. A RSF informou em nota que “O ano de 2012 será lembrado por, além das tragédias que deixaram a categoria de luto, uma campanha eleitoral marcada por muitos casos de agressões e de censura”.

Guerra contra policiais

Violência contra Policiais

Violência contra Policiais

A grande São Paulo vive momentos de tensão nos últimos meses. Está havendo uma onda de ataques a policiais na região metropolitana do estado que já matou centenas de profissionais, casos que só pioram o trabalho jornalístico no país. Se nada brusco for feito pelas autoridades federais, o próximo ranking trará novidades nada animadoras para a nação.

Caminho para a ditadura?

Governo Dilma

Governo Dilma

A violência do Brasil alcança números assustadores. Pouco provável é que tais índices sejam intencionais do governo, mas a verdade é que algumas medidas severas se fazem obrigatórias à nação. No entanto, o que se vê são meras declarações sobre respostas ao crime. Partindo para outro âmbito, maior, o governo Dilma está adotando medidas econômicas pouco preocupadas com a inflação. Reduções de IPI e de taxas de juros tentam impulsionar cada vez mais o desejo de compras na população, a qual está sufocada por dívidas. O Brasil não parece caminhar para uma ditadura, visto que o consumismo está cada vez mais sendo impulsionado. A real sensação é de um novo modelo de política, no qual se pode comprar à vontade, mas não se pode analisar sobre as falhas.

 

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