The Cure: Uma das Melhores Bandas de Todos os Tempos

Postado por Flávio Coutinho - 30 de maio de 2014 - Música - Nenhum Comentário

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Letras sólidas, melodias bem trabalhadas e arranjos magníficos. Grandes exemplos que podem ilustrar a afirmação eu acabamos de fazer são as bandas de rock britânico que alcançaram o sucesso principalmente nos anos 80 e 90, mas que não perderam o prestígio que conquistaram há mais de 30 anos. O público dessas bandas são tão fiéis que se encarregam e se orgulham de passar para as gerações futuras (filhos, sobrinhos, etc.) o gosto pela boa música, aquelas que com certeza nada se parecem com os modismos que vemos sendo difundidos pela mídia atual. E para matar um pouco de saudade dessa época, vamos relembrar o início, os sucessos e a trajetória da banda The Cure, que já ultrapassou a marca de 30 milhões de discos vendidos ao longo de sua carreira.

Como Tudo Começou

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A banda britânica, da cidade de Crawley, Sussex, não nasceu The Cure, antes disso chamava The Obelix e era formada por um grupo de estudantes, ao todo 5, que se juntaram em 1973, ano em que fizeram o seu primeiro show. A banda passou por um período de adaptação e com isso muitos alguns membros saíram, outros entraram e o nome também mudou, passando por Malice e Easy Cure, até que chegou ao nome que carrega até hoje, The Cure, e a formação passa a ser de 3 integrantes: Robert (voz e guitarra), Michael Dempsey (baixo) e Lol Tolhurst (bateria). O primeiro álbum foi lançado em 1979, o qual foi bem aceito pelo público novo e pela crítica e adorado pelo público que já seguia a banda. Na mesma época, Dempsey foi expulso da banda e o baixista Simon Gallup e o tecladista Matthieu Hartley chegaram para se juntarem ao grupo.

Uma Época Difícil

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O início dos anos 80 foi marcado pelo período sombrio que os The Cure estava vivendo. A melancolia, a atmosfera sombria e o sentimento depressivo imperavam em suas letras e arranjos. Alguns de seus fãs dizem que este foi o melhor período da banda, um período consagrado como o que foi tomado pelo rock gótico, porém para a banda foi um período em que a relação entre os membros estava à flor da pele, a saúde física e mental já não eram mais as mesmas e as brigas e o pouco diálogo eram constantes.  Nessa época, ainda, as trocas e as idas e vindas de integrantes continuavam constantes. Simon Gallup volta para a banda, Lol Tolhurst deixa a bateria e passa para os teclados, Andy Anderson assume a bateria, mas logo é substituído por Boris Willians. Mesmo assim, é neste mesmo período que os The Cure alcançam o sucesso comercial. Já nos anos 90, a história se inverteu, a banda vai do auge ao declínio: os álbuns já não vendem como o esperado, as turnês acontecem cercadas de fracassos, mas a banda nunca parou. Foi neste período que, para atender aos pedidos dos fãs brasileiros, a banda comparece a festivais em São Paulo e Rio de Janeiro, assim como em outros festivais mundo a fora.

Um Novo Início em 2000

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Os álbuns Pornography e Disintegration deveriam fazer parte de uma trilogia, que até então não estava completa. Nos anos 2000 foi a hora e a vez de completá-la com o álbum Bloodflowers, o qual não obteve o sucesso desejado, mas foi a chama que faltava para reacender a vontade de estar nos palcos e enterrar o passado de lamurias, brigas e desentendimentos que haviam minado a banda e seu sucesso. Aliás, o novo álbum foi idealizado para marcar o fim do The Cure, mas na verdade marcou um novo início. De fato, os anos seguintes foram os melhores para a banda, já que os integrantes se mostraram mais maduros, mesmo sem perder as características apreciadas pelos seus fãs nos palcos, passaram a influenciar muitas bandas mais recentes e que também alcançaram sucesso notável, passaram a compor a Rock Walk of Fame, além de conquistarem vários outros prêmios. Atualmente, o nome da banda tem sido vastamente vinculado à cultura popular, principalmente aos seriados de TV como, por exemplo, One Tree Hill (no Brasil, Lances da Vida), um seriado que usa nomes de músicas para nomear seus episódios, muitos deles recebem os nomes das músicas do The Cure, além de serem muito usadas como parte da trilha sonora. Na primeira temporada da série em desenho animado South Park, o vocalista da banda Robert Smith deu voz a um dos personagens (uma caricatura do próprio cantor). Em algumas séries, Robert Smith faz algumas aparições como é o caso das séries The Mary Whitehouse Experience e Mecha-Streisand. Dessa forma, as gerações atuais também estão tendo contado e maior aproximação não só com a banda The Cure, mas com o rock britânico, que tanto conquistou adolescentes e jovens de uma época não muito distante dessa.

Discografia

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  • 1979 – Three Imaginary Boys
  • 1980 – Seventeen Seconds
  • 1981 – Faith
  • 1982 – Pornography
  • 1984 – The Top
  • 1985 – The Head On The Door
  • 1987 – Kiss Me Kiss Me Kiss Me
  • 1989 – Disintegration
  • 1992 – Wish
  • 1996 – Wild Mood Swings
  • 2000 – Bloodflowers
  • 2004 – The Cure
  • 2008 – 4:13 Dream
  • 2009 – The Trilogy Live in Berlin (Blu-ray)
  • 2010 – Disintegration (Deluxe Edition)

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