Brincadeiras que Faziam Sucesso antes da TV Existir

Postado por Flávio Coutinho - 30 de janeiro de 2013 - Cultura - Nenhum Comentário
Brincadeiras que Faziam Sucesso antes da TV Existir

Brincadeiras que Faziam Sucesso antes da TV Existir

Com o “advento televisivo” surgiu também uma geração molenga e preguiçosa, que hoje é chamada tecnicamente de sedentária. As crianças trocaram a diversão, o contato visual, físico e pessoal com seus amigos e colegas por horas atrás de um objeto que transmitia imagens, algo mais confortável, tanto para eles quanto para os pais, que agora podiam se preocupar menos, só que o que eles não sabiam é que dessa forma estavam perdendo a maior parte da diversão. Nessa lista elaboramos uma série de brincadeiras antigas que alguns de nós e nossos pais certamente se recordarão, confira:

Piques

Piques

Piques

Essa modalidade engloba todas suas variâncias: havia o pique-pega, onde as geralmente mais de cinco crianças corriam sem rumo, fugindo de um que “tava com ele”, esse vinha e tentava tocar nos demais, e quando conseguia, era a vez desse correr atrás de outro na tentativa de transferir isso, dizendo: “ta com você!”. Nota que havia sempre um espertinho que não aceitava e quando não havia muitos olhando, dizia que o outro não tinha encostado nele.

Pique-esconde: talvez a modalidade mais divertida. Antes de começar, dependendo da quantidade de participantes, todos faziam uma roda e cada um colocava um número com os dedos da mão, depois alguém fazia uma soma e começava a contar e em quem parasse a contagem, esse começava a contar virado de costas para os demais e debruçado em uma parede até certo número enquanto todos os outros se escondiam. Os mais espertinhos sempre davam uma sondada enquanto contavam, mas havia aqueles que já se escondiam atrás do que estava contando para bater seu nome dizendo “1,2,3… fulano”. Normalmente pra ficar mais interessante costumava ser o próximo a contar aquele que fosse rebatido por último, era uma corrida alucinante até à base do pique para bater seu nome que só quem brincava sabe.

Pique-cola: quando o “pegador” tocava em alguém nessa brincadeira ele ficava imobilizado, colado ao chão, até que um de seus amigos o ajudasse tocando-o com as mãos. Bem parecido com esse era o pique-ajuda, onde a única diferença era que o ajudador tinha que passar por debaixo de seu colega.

Amarelinha

Amarelinha

Amarelinha

A mais famosa brincadeira de rua, que já divertiu muitas gerações. As crianças precisavam pular as casas com números desenhados no chão sem pisar nas linhas e evitando a casa com a pedrinha. Podia ser jogado de diferentes formas, geralmente em grupo.

Seu Mestre Mandou

Seu Mestre Mandou

Seu Mestre Mandou

Uma brincadeira bem legal, onde o mestre era o que mais se divertia. O grupo é quem definia de alguma forma quem o seria e quando ele dissesse: “Seu mestre mandou…” todos perguntavam: “fazer o quê?” e o mestre inventava alguma tarefa para o grupo, como achar uma flor, algo de alguma cor. O participante que conseguisse realizar o maior número de tarefas seria o novo mestre na outra rodada.

Estátua

Estátua

Estátua

Uma competição onde todos tinham que ficar imobilizados numa posição depois de ouvir “estátua não anda, estátua não mexe, estátua!”. Ganhava aquele que conseguisse ficar até o final parado na posição escolhida.

Cinco Marias

Cinco Marias

Cinco Marias

Podiam ser cinco pedrinhas, cinco bolinhas, cinco saquinhos preenchidos com areia, alguma coisa do tipo, que era jogada para cima e o participante tinha que pegar outro objeto antes que o primeiro caísse no chão e assim até conseguir jogar quatro saquinhos para cima e pegar o que resta no chão. Podia ser jogada em grupo ou individualmente.

Carrinho de Rolimã

Carrinho de Rolimã

Carrinho de Rolimã

Uma obra prima da engenharia mirim! O carrinho de rolimã tinha muitas formas diferentes e duas opções de eixo, com quatro ou três rodinhas, pois na frente era possível fazê-lo com uma única no meio ou duas em cada ponta. Ficava mais divertido quando a rolimã ia se desgastando e então ele começava a derrapar nas descidas.

Descer de Papelão de um Barranco

Descer de Papelão de um Barranco

Descer de Papelão de um Barranco

Uma alternativa para quem queria brincar de carrinho de rolimã, mas não encontrava um asfalto por perto.

Pião

Rodar Pião

Rodar Pião

Um objeto de madeira com um prego no meio que rodava depois de ser enrolado por uma corda e lançado ao chão. Os mais habilidosos conseguiam pegá-lo na mão rodando prensando a ponta de prego com dois dedos. Logo depois ele sofreu algumas modernizações quando as marcas começaram a produzir modelos de plástico, até que chegou ao mercado as “Beyblades”, febre viral dos anos de 2002 e 2003, divertidas, mas não tão cheias de história.

Cabo de Guerra

Cabo de Guerra

Cabo de Guerra

Brincadeira onde duas equipes se dividiam com a mesma quantidade para cada lado, e faziam força, para tentar derrubar a equipe adversária. Em competições mais crescidas da brincadeira, isso é feito onde há lama no meio, como em trotes universitários.

Dança das Cadeiras

Dança das Cadeiras

Dança das Cadeiras

Havia uma cadeira a menos no começo da brincadeira e os participantes tinham que disputar por ela a qualquer custo caminhando ou dançando ao redor delas e se sentando assim que a música parasse, quem ficasse de pé ia sendo eliminado até que restasse apenas uma cadeira para os dois finalistas.

Bilboquê

Bilboquê

Bilboquê

O clássico brinquedo do Chaves. Onde uma lata era amarrada por uma corda a um cabo de vassoura, por exemplo, e o objetivo era encaixá-la ali.

Pé de Lata

Pé de Lata

Pé de Lata

Bastava duas latas de leite em pó geralmente, com cordas amarradas em furos feitos nela para que as crianças pudessem andar sobre elas, suspensas.

Pular Corda

Pular Corda

Pular Corda

Em grupo ou individualmente. Quando em grupo, normalmente ficava um em cada ponta segurando a corda e girando-a, para que um ou mais participantes pudessem pulá-la, quem não conseguisse, era eliminado.

Bambolê

Bambolê

Bambolê

Brincadeira unissex, mas que todo garoto que brincava costumava ser bem zoado. O objetivo era rodar um arco na cintura pelo maior tempo possível.

Telefone sem Fio

Telefone sem Fio

Telefone sem Fio

E funcionava bem.

 

 

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