Arte Efêmera
Singularmente, algo efêmero é algo passageiro, o que para alguns pode torná-lo impróprio para a arte, já que a mesma deveria se estender ao longo de gerações, mas veja que sua aplicação na mesma não define somente uma escultura, performance ou acontecimento passageiro, como esculturas de gelo por exemplo, mas remete a um período onde expressões artísticas eram barradas pela censura, o que define e dá um sentido amplo a expressão – concorda? Os principais artistas desse período são: Lygia Pape, Hélio Oiticica, Nelson Leirner, Cildo Meireles, Antonio Manuel, Artur Barrio e Umberto Costa Barros.
Cada produção destes se refere e propõe uma critica sugestiva ao período ou acontecimento do momento, por exemplo, durante a Guerra-Fria, onde o mundo foi polarizado, Cildo Meireles criou “Inserções em Circuitos Ideológicos – Projeto Coca-Cola”, no ano de 1970 que tentava mostrar de forma artística a tentativa incessante do capitalismo de imperar. Durante a Ditadura, os mesmos artistas citados acima protestaram com arte contra a repreensão e censura, uma das obras mais conhecidas é “A Prisão” de Claudio Tozzi. Compreendendo isso, fica mais fácil entender que o termo não define somente expressões e esculturas temporárias – não é mesmo?

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