A Relação Entre um Livro, uma Teoria de Einstein e uma Bicicleta

Postado por Flávio Coutinho - 29 de julho de 2014 - Cultura - Nenhum Comentário

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Um livro chamado “Flatland” (Planolândia), publicado em 1884 pelo escritor inglês Edwin Abbott, foi usado décadas depois para explicar de maneira acessível e didática, parte das teorias de Albert Einstein. Esse livro que continua bem atual ajuda a ilustrar o que acontece com uma pessoa que começa a pedalar em uma cidade. A Planolândia é um mundo plano, onde só é possível se locomover para a frente, para trás, para a esquerda e para a direita. Basicamente, não existe “cima” e “baixo”. Nesse mundo, os habitantes são figuras geométricas – quadriláteros, triângulos, círculos e outros polígonos – embora eles mesmos não saibam disso. O motivo disso é que dali do plano todos se enxergavam da mesma forma, como linhas retas. O protagonista do livro é abduzido um dia por uma esfera e até aquele momento, ele só conhecia o mundo em duas dimensões. A esfera faz com que lentamente ele vá se desprendendo do chão e comece a voar, o que adiciona à Planolândia uma terceira dimensão. A tal mudou completamente a concepção e visão que ele tinha do mundo. Na Teoria da Relatividade, Einstein propôs além das três dimensões espaciais, uma quarta, que ele chamou de “espaço-tempo” e poucos compreenderam o que aquilo significava. A história da Planolândia ajuda a compreender que adicionar dimensões nos faz perceber, enxergar e medir o mundo de outra maneira, mais complexa. É aí que entra a bicicleta, ela adiciona dimensões à experiência de percorrer a cidade. Adotá-la como meio de transporte urbano tem um efeito inesperado, especialmente quando se tinha o costume de usar um meio motorizado antes.

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