Cotas que Discriminam Raças

Postado por Flávio Coutinho - 5 de dezembro de 2012 - João Henrique - 1 Comentário

Um assunto que permeia as ondas escolares atuais é as cotas raciais que dão chances a pessoas de determinadas cores a ingressarem em um ensino superior. Que fique muito claro que “pessoas de determinadas cores” não caracteriza um preconceito. Mas esperem, eu não estou falando justamente de uma causa contra o preconceito? Como, defendendo a igualdade, eu posso ser confundido com um preconceituoso? “Pessoas de determinadas cores” é um termo que escolhe alguém pela cor de sua pele. E isso, por si só, já não é um preconceito? Pois é justamente isso o que as cotas fazem. Elas tentam reprimir a desigualdade, mas o fundamento que usam é justamente a seleção de pessoas através da cor da pele! Contraditório ao extremo essa medida tomada pelas autoridades. As cotas apontam os dedos para negros, pardos e índios dizendo-lhes: “vocês entrarão”.

Os brancos elas reprimem: “você perdeu para eles”. A mensagem que deveriam passar é a de que brancos e negros são iguais, pensam iguais, o branco não tem vantagem mental sobre o negro e nem vice-versa. Como um estudante branco se sente ao saber que empatou com um negro no vestibular, e o critério de desempate foi a diferença na cor da pele de ambos?
Alegam que tal medida foi tomada para que negros tenham mais chances. Mas o que não entendo é que, ao entrar na pré-escola, o branco não passa na frente do negro. Ou seja, eles têm as mesmas oportunidades! Por que, Dilma, que no ensino superior o negro passará na frente do branco? Ao mesmo passo seguem as cotas para estudantes de escolas públicas.

A mensagem que essas passam é: “eu, Governo Federal, ordeno que esse estudante seja aprovado, pois o ensino que eu o ofereci é extremamente precário, portanto, ele não tem capacidades de entrar sozinho”. Eu, nacionalista que sou, estou sendo obrigado pelos meus olhos a criticar meu país. Esse país que irá receber a Copa do Mundo e Olimpíadas, esse mesmo, essas mentalidades que vivem aqui. Agora “imagina a festa”.

Um Comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *